logob

O PereiroPonte do Pereiro

A ponte atravessa o rio do Pereiro, que nasce na Portela d´A Canda. Na altura de O Pereiro, o Regueiro das Cortiñas ou Regueiro do Carrizal desagua no nosso rio. No ano de 1849, esta ponte era de madeira, como acredita Pascual Madoz. Nessa altura, O Pereiro era uma freguesia banhada por "um ribeiro que nasce em Portela d´A Canda, e em Villanueva de la Sierra, corre entre o Sul e o Oeste e tem neste ponto uma ponte de madeira, e dirige-se para Portugal para desaguar no Douro".
O mesmo autor escreve sobre o rio Pereiro, que "leva água suficiente; no inverno em alguns lugares pode ser atravessado a cavalo, e durante o verão tem o suficiente para mover um moinho de farinha; em ambas as margens fertiliza muitos prados; desde a sua nascente até entrar em Portugal tem 5 pontes, 4 delas de madeira com pilares de pedra, e outra de um arco de pedra chamada Veiga-da-llas; e cria trutas, enguias e outros peixes pequenos".
Em 1866, a nossa ponte ainda era de madeira e o caminho que unia O Pereiro com A Mezquita "começa à esquerda da estrada de Villacastín a Vigo (...) nas estalagens do Pereiro. Trata-se de um caminho de ronda. A 0,5 km do início, atravessa-se o rio Diabredo sobre uma má ponte de troncos de árvores, e o caminho sobe por um terreno quebrado, onde há alguns prados e bosques, para atravessar, a 4 km de O Pereiro, um braço da serra de Segundera, que divide as águas dos rios Diabredo e Tuela".

O Pereiro em 1936
Vicente Risco descreve esta freguesia da seguinte forma em 1936: "San Pedro del Pereiro, ao norte do município e na estrada de Castilla, limita: ao norte, com Vilavella e Villanueva de la Sierra (Zamora); ao leste, com Santigoso; ao sul, com La Mezquita, e ao oeste, com Tameirón (A Gudiña). É atravessado por dois cursos de água que provêm da serra de Segundera e que se unem para chegar a Tameirón, formando um dos braços do Diabredo. Inclui os lugares de Pereiro e Sobreosmuiños".